- Nova CPMF passa por 2 votos; inflação é a maior em 12 anos
- Em um só dia, dois golpes contra o bolso dos brasileiros; pelo lado da política, em votação apertada, por apenas dois votos além dos 257 necessários, a Câmara dos Deputados aprovou a recriação da CPMF, agora como nome novo, Contribuição Social para a Saúde (CSS). A alíquota de 0,1% vai incidir sobre movimentações financeiras a partir de janeiro do ano que vem, caso o Senado confirme a criação do novo imposto. Às vésperas da votação, o governo abriu os cofres para agradar aos deputados, aumentando a liberação de emendas. A Fiesp protestou contra o novo imposto: "É um atentado contra a sociedade", disse Paulo Skaf. No terreno da economia, o IBGE divulgou que o IPCA, Índice de inflação da meta do governo, pressionado por alimentos e serviços bancários, ficou em 0,79% em maio, o mais alto para o mês desde 1996. Com isso, em 12 meses, o custo de vida já subiu 5,58%. A meta é de 4,5%. Analistas prevêem aumentos maiores de juros para segurar a inflação. (págs. 1, 3 a 5 e 29)
- A ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil Denise Abreu reafirmou na Comissão de Infra-Estrutura do Senado que houve pressão da Casa Civil para aprovar venda da VarigLog ao fundo de investimento americano, representado pelo escritório de advocacia de Roberto Teixeira, compadre do presidente Lula. Segundo Denise, as ingerências do escritório de Teixeira foram "no mínimo imorais, mas podem ter sido ilegais". Apesar de ter levado uma mala com 30 quilos de papel, Denise não apresentou documentos para comprovar suas denúncias. Mas relatou uma reunião de nove horas na Casa Civil para explicar o processo de venda da VarigLog. Em entrevista ao GLOBO, o juiz Luiz Roberto Ayoub negou interferência política na venda da VarigLog e da Varig. (págs. 1, 25 a 27)
- A educação brasileira foi reprovada no Ideb, avaliação realizada pelo MEC. A melhor média nacional foi 4,2, de 1ª a 4ª série. No ensino médio, a nota não passou de 3,5. O país só espera alcançar a média 6 em 2021. (págs. 1, 10 e 11)
- O presidente do TER do Rio, Roberto Wider, reafirmou que barrará, nas eleições deste ano, candidatos que respondam a processos na Justiça, apesar da decisão do TSE liberando registro de quem tem ficha suja. (págs. 1, 9, Merval Pereira e editorial "A luta continua").
- A deputada Aparecida Gama (PMDB) foi escolhida ontem, por sorteio, para ser a relatora do processo de cassação do deputado Álvaro Lins na Alerj. Alegando ser do mesmo partido do acusado, Aparecida já pediu para abandonar a função. (págs. 1 e 24)
- A belga InBev, gigante de cerveja e dona da AmBev no Brasil, fez uma oferta hostil de US$ 46,3 bilhões para rival americana Anheuser-Busch, dona da marca Budweiser. Com isso, ultrapassaria a SAB-Miller como a maior cervejaria em volume produzido. As ações da Anheuser-Busch subiram 7,54% no pregão eletrônico de Nova York. (págs. 1 e 30)
- Milicianos jogaram uma bomba na madrugada de ontem na 35ª DP (Campo Grande). Segundo a polícia, dois policiais civis participaram do ataque e dois suspeitos presos confessaram que fizeram a bomba a mando do deputado Natalino (DEM). (págs. 1, 14 e 15)
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